O verso é completo
Tem olhos, pernas, coração
Pode ter vícios e morte trágica
Pode crescer e amadurecer
O verso se reinventa
Diz o que quer e esconde seus defeitos
Reina soberano na literatura
É mistério e solução
O verso é humano, não é perfeito
Se cria na mente, se força a sair, se escreve inconscientemente
O verso é puro e obscuro
É completude de metade
É túnel sem luz
É infinitamente efêmero
Pois para existir
Precisa ser lido
terça-feira, 19 de novembro de 2013
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Por Aí
Pelas fotos e fatos
Passos e tropeços
Pessoas desconhecidas e aquelas que conheço
Se encontram
Se trombam
Se esbarram em quinas
Esquinas
Filas de metrô
No parque
No cinema e nos campos
De futebol, de interior
De guerra
Seja ela de todos
Ou minha
Ou sua
De quem quiser
Ou quem não queria
São mundos que colidem
Misturam
Despencam
Constroem-se
Realidades e estórias
Contáveis e indizíveis
Sofridas e alegres
Amorosas e odiosas
Paradigmas inimagináveis
Que transbordam
Pelas fotos e fatos
Passos e tropeços
Pessoas desconhecidas e aquelas que conheço
Se encontram
Se trombam
Se esbarram em quinas
Esquinas
Filas de metrô
No parque
No cinema e nos campos
De futebol, de interior
De guerra
Seja ela de todos
Ou minha
Ou sua
De quem quiser
Ou quem não queria
São mundos que colidem
Misturam
Despencam
Constroem-se
Realidades e estórias
Contáveis e indizíveis
Sofridas e alegres
Amorosas e odiosas
Paradigmas inimagináveis
Que transbordam
Pelas fotos e fatos
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Devaneios
Sabe, queria ser poesia...
Não poeta! Queria ser arte
Ser parte, partícula
Flutuar sossegadamente na mente sensitiva de alguém
E de repente, existir!
Cada órgão ser uma letra,
Cada olhar ser uma vírgula,
Cada movimento ser um acento
E quando a caneta parar
Me ver perfeitamente em cada verso
Ouvir o coração batendo
No som desigual de cada sílaba
Ver minhas escolhas
Nos versos assimétricos
E sentir ser acariciada
Toda vez que for lida
Não poeta! Queria ser arte
Ser parte, partícula
Flutuar sossegadamente na mente sensitiva de alguém
E de repente, existir!
Cada órgão ser uma letra,
Cada olhar ser uma vírgula,
Cada movimento ser um acento
E quando a caneta parar
Me ver perfeitamente em cada verso
Ouvir o coração batendo
No som desigual de cada sílaba
Ver minhas escolhas
Nos versos assimétricos
E sentir ser acariciada
Toda vez que for lida
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Redemoinho
Explode no peito a vontade
De chorar
De desistir
De fugir
Para na garganta
A angústia
A dor
O coração apertado
Formiga nas mãos
O arrependimento
As palavras não ditas
As imagens geladas
O que faz de mim
Mais
Ou menos
Ou nada
De chorar
De desistir
De fugir
Para na garganta
A angústia
A dor
O coração apertado
Formiga nas mãos
O arrependimento
As palavras não ditas
As imagens geladas
O que faz de mim
Mais
Ou menos
Ou nada
Assinar:
Postagens (Atom)
