O mundo passou por várias gerações/eras/idades onde o desenvolvimento do homem foi marcado por suas criações e adaptações ao seu modo de vida. Houve o “homem das cavernas”, nômades que se instalavam em grutas que se formavam em rochas e que (de acordo com os desenhos animados) criavam simples armas e apetrechos com pedras, gravetos etc. (conhecidos também como homo erectus)(Idade da Pedra).
Minha pouca experiência em geologia me faz passar direto para a Era das Máquinas. Iniciou-se e explodiu com a Revolução Industrial e que continua acontecendo até hoje. Mas eu, leiga, acredito que hoje passamos por outra era. Se antes era a Idade da Pedra, talvez a RI tenha nos introduzido na Era do Metal e hoje a tecnologia nos leva a Era do Chip (não me importa do que seja feito o chip- não vamos entrar neste mérito, o que importa é o chip em si e o que representa).
Nasci numa geração "moderna", a geração da tecnologia. A geração do tudo-é-possível-com-um-clique. E percebo também, olhando para minha sobrinha que logo completará 2 anos, que tudo só tende a diminuir de tamanho e ser muito mais multifuncional.
Para pessoas da minha idade e até menos, tudo isso é normal. Computador, mensagens escritas no Brasil e lidas em *Vaduz, celulares que comportam músicas, rádio, jogos, câmera, internet e ainda fazem ligações e assim vai.
Às vezes eu paro para pensar e me assusto! É tanta coisa acontecendo e nós nem nos damos conta. O máximo que pensamos quando vemos uma modernidade é “Caramba! Já inventaram isso!” ou “Caralho, eu quero um!”. Paro para pensar o que os meus avós diriam se estivessem aqui para ver as modernidades no mundo. Ou ainda, penso nos meus bisavós... O que eles diriam?
Acostumamos-nos com essa vida de um-aperto-de-botão-resolve-tudo e não paramos para pensar como seria, ou melhor, como era a vida sem isso. Às vezes pensamos sim e acabamos nos convencendo que não daria para viver assim, mas não é verdade. Meus pais viveram mais da metade da vida que viveram até hoje sem essas coisas todas.
Enfim, resolvi pensar profundamente nessas invenções tão comuns para nós e tão estrambólicas para nossos antepassados.
Uma invenção que eu acho incrível e hoje até pouco usada (não riem!) é o fax! Já imaginou que coisa de outro mundo quando o fax foi inventado. Até hoje eu acho interessante esse aparelho e como é fantástica a forma que ele funciona e nem entendo como (por favor, não me venham como respostas científicas sobre o funcionamento do fax que isso é o que menos me importa!)
Como pode um aparelho como o fax reproduzir assinaturas, escritas, imagem? Quando eu trabalhava de aux. Adm. foi a primeira vez que lidei com um fax. E quando eu solicitava um fax para comprovar pagamento e junto com a imagem do comprovante vinha a letra no individuo e assinatura, eu achava aquilo espantoso. Nos meus raciocínios mais infantis pensei como as informações, como a grafia da pessoa, poderia passar pelo fio do tel.
Penso da mesma forma com o computador, câmeras fotográficas, celulares, cartões de crédito... já imaginou como tudo isso funciona? Como é possível estampar uma imagem num rolo de papel plástico (caso das câmeras mais antigas), ou mesmo num chip? Como pode tanta informação caber num aparelho tão pequeno quanto um celular? Como pode eu conseguir escrever este texto no meu PC e ele entender cada letra que eu digito instantaneamente? Como pode os cartões identificar gastos feitos por todo um país e entender em qual conta debitar?
Esse nosso mundo é um barato. Essa nossa Era é uma loucura. Como eu já disse tudo tende a reduzir o tamanho e aumentar sua funcionalidade.
Bem vindo a Era dos Chips!
Quem sabe quando a minha sobrinha tiver a minha idade, os carros já não estejam voando e os celulares se tornando patinetes motorizados.
* Vaduz é a capital do Principado de Liechtenstein
Abraços
sábado, 15 de setembro de 2007
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
O Bicho Homem I
Por mais cruel e ambíguo que seja o ser humano adoro observá-lo. Talvez porque somos um dos seres mais misteriosos e surpreendentes da face da Terra. Por mais que façamos coisas que acabam nos prejudicando, somos também pessoas boas, amáveis e cooperativas. Uma das minhas “paixonites” é observar o ser humano e suas diversas reações. Um dia, quem sabe, se um dia eu puder ter o luxo de fazer uma faculdade só para conhecimento, esta seria voltada ao homem (como psicologia, ciência social, antropologia etc.), porque fazemos tantas coisas inconscientemente que nos faz ser o que somos. A linguagem corporal, por exemplo. Diz muito sobre todos e muitos não percebem que fazem uso dela para relacionar-se, impor-se e desinteressar-se pelas pessoas de seu circulo social.
Gostaria muito de ser uma pesquisadora da reação das pessoas em diversas situações, porque o que mais me intriga é o now, o susto, a reação sem teatro, sem preparação. Mesmo sem fundamento cientifico nenhum, fiz umas “experiências” por diversão. Uma vez entrei numa sala de bate papo com o apelido “Mulher-ñ tenho msn”... Não quiseram papo comigo... Sai e entrei na mesma sala mas como o pseudônimo “Gostosa” e mal entrei e choveram convites para conversar. Nesta sala conheci uma pessoa muito bacana que até hoje é meu amigo (isso foi a 1 ano)... Mas só mantive contato porque ele se mostrou interessado em saber quem eu era e não como eu era! Isso me leva a pensar que eu posso ser feia e colocar que sou linda e posso ser linda e colocar um nick que não condiz com a minha verdadeira personalidade. Eu me divirto!
Outra vez estava no ônibus e a minha frente, em pé, eu vi um rapaz que olhava para o lado de fora do ônibus e olhava as mulheres que passavam... Por mais óbvio que seja (e depois de ler a respeito,entendo um pouco mais sobre isso) eu me pergunto “o que ele olha tanto numa mulher na rua que provavelmente nunca verá de novo?). Então comecei a olhar para ele e observar sua reação toda vez que ele olhava para alguém. Na verdade ele estava interessado em observar uma moça (bonita) que estava sentada a minha frente. Vira e mexe ele olhava para ela(e para seu decote). Enfim, teve um momento que ele olhou pra mim e viu que eu o olhava. Foi um olhar passageiro, mas eu sabia que ele olharia de novo, para se certificar que eu o olhava e realmente ele o fez e eu continuei fitando-o. Ele ficou com aquela cara de “Tô arrasando!”. Mas quando tornou a me olhar ele ficou confuso e fez cara de interrogação (Por que ela tá me olhando? O que será que ela tá olhando?) e o ar de conquistador passou rapidamente para cara de inseguro, como se eu estivesse observando um defeito que ele não gostava. Logo seu semblante apresentava uma cara confiante: ele iria perguntar o que eu estava olhando! Ele meio que ficou muito intrigado porque eu o olhava muito. Não estava flertando! Longe de mim!!! Só estava testando suas reações. Pois bem, ele se aproximou de mim e... Olhou com uma cara de que preparava um discurso (se ela disser que gostou de mim, peço seu telefone... Mas e se ela disser que me achou ridículo? Então o que eu digo?). Comecei a rir. Não agüentei. Quando finalmente ele decidiu o que dizer (pela cara que ele fez parecia que tinha decidido), chegou o meu ponto e eu desci. Se ele me perguntasse eu diria que estudava Psicologia e estava fazendo uma tese para faculdade sobre “reações masculinas”. Simples. Me diverti contando essa história pra minha mãe.
Sinceramente, o homem é um bicho muito intrigante.
Gostaria muito de ser uma pesquisadora da reação das pessoas em diversas situações, porque o que mais me intriga é o now, o susto, a reação sem teatro, sem preparação. Mesmo sem fundamento cientifico nenhum, fiz umas “experiências” por diversão. Uma vez entrei numa sala de bate papo com o apelido “Mulher-ñ tenho msn”... Não quiseram papo comigo... Sai e entrei na mesma sala mas como o pseudônimo “Gostosa” e mal entrei e choveram convites para conversar. Nesta sala conheci uma pessoa muito bacana que até hoje é meu amigo (isso foi a 1 ano)... Mas só mantive contato porque ele se mostrou interessado em saber quem eu era e não como eu era! Isso me leva a pensar que eu posso ser feia e colocar que sou linda e posso ser linda e colocar um nick que não condiz com a minha verdadeira personalidade. Eu me divirto!
Outra vez estava no ônibus e a minha frente, em pé, eu vi um rapaz que olhava para o lado de fora do ônibus e olhava as mulheres que passavam... Por mais óbvio que seja (e depois de ler a respeito,entendo um pouco mais sobre isso) eu me pergunto “o que ele olha tanto numa mulher na rua que provavelmente nunca verá de novo?). Então comecei a olhar para ele e observar sua reação toda vez que ele olhava para alguém. Na verdade ele estava interessado em observar uma moça (bonita) que estava sentada a minha frente. Vira e mexe ele olhava para ela
Sinceramente, o homem é um bicho muito intrigante.
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