De repente acontece
Sem esperar... esparrama, explode, derrete
Encontra o caminho mais rápido e óbvio
Se faz aparente
As lágrimas são excessos
É o muito
O demais
O de morrer
Lágrimas são pedaços, cacos, destroços de um sentimento
Que não cabia mais
Lágrimas não são alertas, são o resultado
São verdade, são eloquência
As lágrimas são os excessos
Excesso de dor
Muita alegria
Indomável raiva
E até demasiado nada!
O vazio não torna-se cheio, mas, sim, completo
E completamente nada... É enlouquecedor
Quando extrapola o peito, invade outros órgãos
Pulmões, fígado, ossos...
É possível sentir o de monte na pele, nos cabelos
E quando não tem para onde ir...
Sai... chovendo no terreno irregular das maçãs do rosto
Escorrendo dos olhos, irrigando a pele...
Inundando pra fora, logo,
Exnundando o corpo, hidratando o ar
Quando acaba, esvazia a mente
Desacorrenta o peito
Redesenha os lábios
Esgota o ser
Se livrar do bastante dá tanto trabalho quanto mantê-lo
Porém,
Renova a vida
Promete a paz
Nasce de novo
Sendo um pouquinho demais.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
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