quarta-feira, 13 de março de 2013

De leve

Enquanto andava e desandava
No emaranhado de vidas e fios que são as esquinas e luzes dessa metrópole
Quis os céus compartilhar uma lágrima... Tão tímida e viva
Que derramava em mim a leveza de poder existir 
De ser grande e onipresente
E quente, distante, ditador

O alívio de ser gota e parte significativa da tempestade capaz de revelar-se
A tristeza de ser esquecido quando se é tão poderoso
Olhei para cima e sorri
Já não sabia quem chorava